terça-feira, 24 de julho de 2007

Juntos

Naquela noite estiveste aqui comigo. Jantámos juntos, sorrimos, bebemos, festejámos… Sinto-me tão bem contigo, consegues fazer-me sentir uma mulher de verdade. Não sei como consegues, a verdade é que não me conheces assim tão bem, serei assim tão transparente? Acho que nunca passámos tanto tempo juntos a conversar. Sabe tão bem falar contigo, tudo te interessa. Sinto que bebes cada palavra que digo. Tens sempre um olhar interessado, com os olhos semicerrados. Passámos todo o jantar a conversar sobre coisas banais, mas no final olhavas sempre para mim à espera que eu dissesse mais alguma coisa. Penso que não querias falar muito e até agora ainda não percebi muito bem porquê. A verdade é que eu só me queria calar e ficar parada a olhar para ti, mas não… Tu estavas sempre a tentar fazer com que a conversa continuasse. Parecia que tinhas medo do silêncio. Meu querido, não é preciso ter medo do silêncio… As coisas mais importantes são ditas em silêncio, com pequenos gestos, com olhares escondidos.

Gosto da forma como me olhas, tens sempre um ar enternecido com um sorriso pronto para me fazer corar. Fazes-me sentir mesmo bem... O teu olhar diz-me tanta coisa. Às vezes olhas-me com um sorriso meio escondido, o que queres dizer com isso? Eu apenas te consigo retribuir o olhar na esperança que haja mais qualquer coisa escondida e logo a seguir perco-me no momento.

Voltando ao nosso jantar. No final da refeição saímos, nada como acabar a noite com os amigos num bar. Tu, sempre cavalheiro, deste-me o teu braço e sem qualquer tipo de cerimónias lá fomos nós. Quando chegámos ao destino os teus olhos não me largaram mais. Esses olhos… Quando olham para mim todo o meu corpo treme e quase que perco o meu equilíbrio. As minhas pernas começam a tremer, nascem umas borboletas no meu estômago que teimam em não ficar quietas, a minha respiração fica descompassada, o coração começa a bater mais rápido e a minha cara fica subitamente mais quente que o normal. Como é que tu consegues provocar tudo isto em mim só com um olhar?

Depois de mil e uma trocas de olhar, de mil e uma tentativas de conversa fiada tu decidiste agarrar-me e começar a dançar ao som de uma música só nossa. É incrível como me conheces tão pouco e ao mesmo tempo sabes tanto sobre mim. É incrível como com gestos tão simples como os teus me consegues fazer sentir tão bem… Colocaste as tuas mãos na minha cintura, encostas-te a tua cabeça no meu cabelo e dançámos num mundo só nosso. Por vezes afastavas-te para me olhares nos olhos e sorrires, mas no final voltavas sempre para mim. Assim que a nossa música parou voltámos para perto dos nossos amigos e o teu braço nunca mais me deixou sozinha. Senti verdadeiramente o teu calor, a tua respiração, o teu toque… Não consegui ouvir mais nada, a única coisa que eu consegui fazer foi aproveitar cada instante que estive tão pertinho de ti.

No final da noite despedimo-nos com mil e um beijos, cada um mais doce que o anterior. Infelizmente nenhum deles representou o que eu realmente sentia, porque se assim fosse nós nunca nos teríamos despedido nessa noite.

Mais uma vez entrei em casa muito devagarinho sem fazer barulho, sempre com a esperança de não te acordar. Entrei no meu quarto e vi a minha cama vazia e fria tal como a tinha deixado. Desta vez não fiquei desiludida porque ainda conseguia sentir o teu cheiro, ainda me conseguia lembrar de cada traço da tua cara, ainda te conseguia sentir ao meu lado…

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Féérias!

Ferias! Pois é... Cá estou eu em terras estrangeiras. Sabe tão bem sair do barulho e da sujidade da grande cidade. Neste momento estou sentada num jardim a acabar o meu almoço e a ouvir os pardais à minha volta. A isto meus amigos eu chamo qualidade de vida!!! Quem me dera que fosse sempre assim, mas a verdade é que depois de um ano particularmente difícil esta calma ainda sabe melhor...
Não tenho tido tempo para escrever no blog, também porque nao tenho sempre a internet disponível... Agora que já me instalei de férias prometo que vou manter isto actualizado!!


Até breve.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Despacha-te!!!


Hoje estou assim, não sei muito bem porquê...
Só quero deitar a cabeça na almofada e ficar lá deitada até que este dia acabe e amanhã de manhã comece outro...

Despacha-te a passar!! Rápido!! Acaba logo para que o amanhã chegue e me traga um dia melhor!!
VÁÁ!!

sábado, 2 de junho de 2007

The Muppets Show - o maravilhoso manah manah

Hoje acordei de manhã e apeteceu-me ver este vídeo dos Muppets (marretas). Sempre que o vejo fico de bom humor!! É daquelas coisas que não se explica...
Agora só falta dizer...

The question is: what is a manah manah
The question is: who cares??

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Elogio do amor


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber.
Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e é mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banançides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos.
Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.
Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. é uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessýria. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.
Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."



Miguel Esteves Cardoso in Expresso

sábado, 26 de maio de 2007

Nota para lembrar mais tarde....

Nunca, mas mesmo NUNCA mais fazer YOGA!!!

Não esquecer as dores de costas, de pernas e a vergonha de não conseguir voltar com os braços ao sítio certo braços...

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Esperar, esperar ...


Irra!! Que isto de ter que sentar um bocadinho e esperar às vezes custa...
A vontade de querer fazer tudo num instante, de querer que tudo corra bem... IRRA!!!
Mas lá terá que ser, tenho que esperar MAIS um bocadinho para que tudo aconteça.
Espero é que não demore muito mais... Já começo a ficar impaciente...